quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Circulação Geral da Atmosfera

CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA


Na baixa troposfera existem as grandes diferenças de pressão atmosférica que estão na origem de ventos regulares, constituindo assim a circulação geral da atmosfera.

A existência dos anticiclones (altas pressões) e dos ciclones (baixas pressões) está relacionada com a temperatura e a circulação do ar em altitude.

Rossby reconhece que a circulação geral atmosférica é muito importante na transferência de energia entre as regiões mais quentes (Equador) e mais frias (Pólos), e admitiu que existem três células em cada um dos Hemisférios: a célula equatorial, a célula média e a célula polar. Na célula equatorial, a região do equador constitui, pelas elevadas temperaturas médias anuais (TMA), uma fonte de calor. Nesta região equatorial, em que dominam, à superfície, os ventos alísios, verifica-se a ascensão do ar, formando-se em altitude uma corrente oposta a estes ventos (1). Os ventos alísios são ventos que divergem das altas pressões subtropicais para as baixas pressões equatoriais; e sopram em média a 20 km/hora.

A zona temperada é marcada em cada hemisfério pelas altas pressões subtropicais, as baixas pressões subpolares e as altas pressões polares.

Os ventos de oeste localizam-se entre os 30º e os 60º de latitude Norte e Sul (na região das latitudes médias), em que o ar se desloca das altas pressões subtropicais até às baixas pressões subpolares. A contínua descida do ar explica a formação das altas pressões subtropicais que são de origem dinâmica (2).

Juntamente com os ventos alíseos, os ventos do oeste permitiam as viagens ida-e-volta na rota comercial dos primeiros navios europeus (caravelas).

Os ventos de leste sopram nas latitudes superiores aos 60º quer Norte quer Sul, convergindo para as baixas pressões subpolares, subindo em altitude. São ventos de uma direcção muito variável mas sopram predominantemente de Leste; possuem propriedades físicas uniformes no plano horizontal. A contínua ascendência do ar nestas regiões explica a formação das baixas pressões que têm uma origem dinâmica. Localizam-se, assim, nas regiões polares, onde estas regiões, as baixas temperaturas e a circulação do ar em altitude explicam a formação das altas pressões. O ar polar caracteriza-se por ser frio, devido às baixas temperaturas que se registam no seu local de origem e admite-se que estas temperaturas sejam o factor mais importante para a formação das altas pressões (2).

A zona intertropical compreende em cada hemisfério as altas pressões subtropicais, as baixas pressões equatoriais e os ventos alísios.

As altas pressões subtropicais são centros de divergência de ar. As regiões afectadas por estes centros não registam qualquer tipo de movimentos horizontais do ar, ou seja, de vento (1).

As baixas pressões equatoriais são áreas de convergência dos ventos alísios dos dois Hemisférios. Os alísios acabam por entrar muitas vezes em contacto, formando-se, assim, uma frente que se designa por Convergência Intertropical (CIT – designação de uma zona de convergência em baixos níveis (próximo da superfície), na região de fronteira entre os hemisférios Norte e Sul, permanece perto do Equador geográfico). A convergência dos alísios para as baixas pressões equatoriais e a ascensão do ar originam nestas áreas grande nebulosidade e precipitação. É nesta zona de calma atmosférica (Doldrums), ou seja, sem ventos, que os ventos alíseos se chegarem com fraca intensidade (por exemplo 10 km/h) não se encontram, desaparecendo mais rapidamente (1).

Assim, as diferenças de pressão estão na origem dos movimentos constantes do ar à superfície (circulação geral da atmosfera) e em altitude. Posso também referir que Portugal, pela sua localização geográfica na zona temperada, regista, ao longo do ano. Diferentes estados de tempo. A circulação geral da atmosfera nesta zona é marcada pelas altas pressões subtropicais e pelas baixas pressões subpolares, assim como, pela deslocação destes centros em latitude.


[i]



(1)- (MOTA, R.; ATAMÁSIO, J. (1997), Geo 10: Geografia 10.º ano, Plátano Editora. Lisboa).

(2)- (PEIXOTO, J.P. (1987), O Sistema Climático e as Bases Físicas do Clima, Ministério do Plano e da Administração do Território. Lisboa).

(3)- (Página da Internet: http://www.e-geographica.com/a_circulacao_geral_da_atmosfera.htm, consultada no dia 9 de Dezembro de 2008 às 22horas).[i]

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